terça-feira, 29 de abril de 2008

A minha criancinha é melhor que a da vizinha...


Ainda não tenho filhos, mas penso que a ideia de que os nossos são sempre mais espertos, mais inteligentes, mais desenrascados e por aí em diante, que os filhos dos outros, acaba por afectar qualquer pessoa com descendência directa.
Vinha eu ontem no combóio e oiço duas senhoras a conversar, uma tinha ido passar o 25 de Abril a um sitio qualquer, mais o seu marido e para tal fim de semana romântico, contou com o auxílio da sogra que lá lhe ficou com o rebento... a outra recusa-se a deixar o filhinho de 20 meses, seja com quem for, não consegue, não se vê a ficar longe do petiz. A outra logo se desculpou dizendo que só deixa o primogénito com a mãe, a sogra ou a irmã e condena quem deixa os "piquenos" com os amigos, porque ela conhece quem o faça... Mas o que aquela mãe mais aprecia no seu bambino é a sua extraordinária inteligência, pois que o menino percebe logo quando os pais não estão em casa, até pergunta por eles (esperem lá, então se o menino fala é lógico que já atingiu a idade em que percebe a ausência de algo, ou será que o mundo está cheio de meninos prodígio e eu nunca me tinha dado conta?)
Assim solicito a quem me lê que, se um dia que eu tenha filhos, me oiça a falar deles desta maneira, dêm-me um abanão...


Beijinhos

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Morangos com Açucar

Mais uma vez a temperatura, que raio de obcessão...
Ontem (24 de Abril), foi o dia mais quente do mês, até à data mas, tal como eu, muita gente viu as previsões de tempo na SIC. O que aconteceu é que, ao fim da tarde, a paisagem urbana parecia saída de um episódio dos Morangos com Açucar. Para quem não conhece a série juvenil eu explico: sendo uma produção da TVI, gravada, na sua maioria, em estúdio, existe uma grande confusão ao nível do guarda roupa, isto é, 50% dos actores estão de manga curta, 25 de tops pequeninos e mini-saias curtinhas e os outros 25% usam casacos de penas e gorros na cabeça, tudo isto no mesmo episódio. Basicamente foi o que aconteceu ontem... viu-se de tudo, senhoras com indumentárias dignas de praias perto de Sesimbra, outras com trajes feitos a pensar no Pólo Norte. É em dias como o de ontem que as pessoas mais se sentem baralhadas. Têm calor mas, como na semana anterior choveu, têm vergonha das mangas curtas e dos tecidos leves ou pensam que já é Agosto e despem-se de preconceitos e algo mais...
Beijinhos

quinta-feira, 24 de abril de 2008


Cá estou eu de novo!
Lembrei-me agora de uma situação que se passou de manhã e que queria partilhar...
Todos os dias acordo na companhia da SIC Noticias (e do amor da minha vida... claro!). Hoje, porém, decidi que vou deixar de acordar com um deles... a SIC, né! duh! A razão é simples: nunca me levanto da cama sem antes saber o tempo que vai fazer e hoje, segundo o canal referido, estaria o céu muito nebulado e a temperatura não passaria dos 19 graus (não encontro aquela bolinha que se põe no cantinho do número, defeito do meu PC, óbvio...). Numa tentativa desesperada de encontrar a Primavera (ainda não está em vigor o novo acordo ortográfico, por isso escrevo com P grande!), mudei de canal, como qualquer pessoa faria se não gostasse das previsões metereológicas (faço o mesmo em pleno Inverno, mas nunca resulta...). Para minha surpresa, o meu novo ídolo, o Canal 1, oferecia aos seus espectadores a módica quantia de 25 grauzinhos. Bem sei que as duas estações televisivas se encontram em cidades distintas, mas seis graus de diferença, c'um caneco! A SIC fica onde mesmo?...

Beijinhos

Para começar...

Tendo em conta que este é um blog sobre tudo e coisa nenhuma, começo por explicar o que pretendo fazer.
Diariamente nos deparamos com situações que não têm real interesse, mas que por vezes despoletam pensamentos e raciocinios, mais ou menos lógicos. É o que me acontece sempre que acordo, por vezes dou comigo a pensar sobre assuntos que, fosse eu uma pessoa saudável do intelecto não hesitaria a deixá-los de lado, pois ocupam em demasia o cérebro (que já não é grande coisa).
A titulo de exemplo: ontem, ía eu a caminho de casa (a melhor altura do dia), no combóio e começo a observar o pessoal que estava à espera na estação (para o caso, da Reboleira). Vi um senhor, de fato de treino verde alface, encostado ao gradeamento da escada e logo concluí que se tratava de um arrumador de automóveis, no final do seu dia de trabalho. Na altura nem a quantidade de anéis e fios em ouro me demoveu dessa ideia absurda (absurda porque, depois de reflectir bastante, mesmo bastante, cheguei à conclusão que os arrumadores de automóveis podem muito bem trabalhar perto de casa, não me parece, agora, que tenham necessidade de se delocar de combóio até ao estacionamento da freguesia ao lado...).
A lição: não devemos catalogar as pessoas. Cada um é igual a si próprio e gostos não se discutem. No caso relatado, tanto quanto sei, o senhor podia ir a uma festa importante e para ele o seu melhor fato era aquele. Os melhores acessórios eram aqueles e diferente não quer dizer melhor nem pior...

Beijinhos